Ex-Deputado carioca é preso pela Polícia Federal após movimentar bilhões em conjunto com facções criminosas
PF deflagra 8ª fase da Operação Unha e Carne no estado do Rio de Janeiro, apontando Márcio Canella como “patrono político” para facção carioca.
Polícia Federal aponta Márcio Canella como articulador político de organização ligada ao CV; patrimônio declarado cresceu 870%
A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (15), o político Márcio Canella, do União Brasil, e o aponta como suposto “patrono político” e “articulador de alto escalão” de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho (CV). A prisão ocorreu no âmbito da oitava fase da Operação Unha e Carne.
Segundo os investigadores, Canella seria o elo entre agentes do poder público, integrantes do grupo criminoso e uma rede de postos de combustíveis supostamente utilizada para lavagem de dinheiro. A PF também afirma que a organização mantinha relações com milícias e grupos ligados ao tráfico de drogas, buscando influência territorial e proteção política.
Patrimônio declarado cresceu quase nove vezes
Outro dado que chama a atenção é a evolução dos bens declarados por Canella à Justiça Eleitoral. Em 2012, quando concorreu pela primeira vez ao cargo de vereador em Belford Roxo, ele declarou patrimônio de R$ 465,4 mil. Em 2026, o valor informado foi de R$ 4,51 milhões.
A diferença representa um aumento nominal de aproximadamente 870,1%, equivalente a cerca de R$ 4,05 milhões. Em outras palavras, o patrimônio declarado passou a ser 9,7 vezes maior no período.
O crescimento patrimonial, por si só, não comprova irregularidade ou relação com atividades criminosas. A análise de sua origem depende de elementos documentais e da apuração das autoridades.
Peso político no Rio de Janeiro
Ex-prefeito de Belford Roxo e presidente estadual do União Brasil, Canella foi o segundo candidato a deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro nas eleições de 2026, com 197.178 votos.
As suspeitas divulgadas pela Polícia Federal ainda devem ser examinadas no âmbito da investigação e do devido processo legal. A atribuição de responsabilidade criminal depende de comprovação, com respeito ao direito de defesa e à presunção de inocência.
#Política #PolíciaFederal #RioDeJaneiro #ComandoVermelho #Investigação
Comentários (0)